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Militar da GNR, esposa e irmão acusados de tráfico internacional de estupefacientes

Militar da GNR, esposa e irmão acusados de tráfico internacional de estupefacientes

O Ministério Público acusou um militar da GNR, a sua mulher e um seu irmão de criarem uma organização criminosa que se dedicava ao tráfico internacional de cocaína por via marítima, através do porto de Leixões.

Lusa /
Pedro A. Pina - RTP

Em nota publicada hoje na página oficial, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto (PGDP) refere que o MP "considerou fortemente indiciado que os arguidos faziam parte de uma organização internacional que se dedicava ao tráfico de estupefaciente".

No âmbito desta atividade, em 20 de julho de 2025 chegaram ao porto de Leixões, no concelho de Matosinhos, distrito do Porto, três contentores de peles bovinas, provenientes da República Dominicana, tendo como destinatário uma sociedade, também arguida, gerida pelo casal.

Esta sociedade, segundo o MP, era usada para assegurar a entrada da mercadoria em Portugal, enquanto as respetivas instalações, situadas no concelho de Fafe, distrito de Braga, servia para armazenar a mercadoria até esta ser distribuída por terceiros.

À chegada dos contentores ao porto de Leixões, as autoridades policiais detetaram a presença de cerca de 1.300 quilogramas de cocaína (que correspondia a um total de 5.549.916 doses individuais) simulados na carga transportada, tendo iniciado o seu seguimento.

A PGDP, que cita o MP, acrescenta que, em 05 de agosto de 2025, "após as operações de desalfandegamento, os arguidos irmãos rececionaram os contentores no armazém da sociedade arguida", em Fafe.

"Já no armazém, ao abrirem os contentores e ao se aperceberem que tinham sido remexidos, o arguido militar, com o propósito dissimular a responsabilidade pelo transporte do estupefaciente, contactou a GNR local, ensaiando uma versão para a existência de estupefaciente nos contentores, e instruiu a que a arguida, sua companheira, eliminasse quaisquer comunicações a propósito do transporte da mercadoria", sustenta o MP.

A Polícia Judiciária, que observava o seguimento da carga, interveio, procedendo à detenção dos arguidos presentes no armazém, os quais estão, desde então, sujeitos à medida de coação de prisão preventiva.

O militar da GNR, a esposa, o irmão e a sociedade gerida pelo casal estão acusados de tráfico de estupefacientes e de associação criminosa.

O casal e a sociedade gerida por ambos estão também acusados de branqueamento de capitais.

A acusação do MP no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP -- 1.ª secção) foi deduzida em 05 de fevereiro.

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